quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como praticar esportes em escolas sem quadra

      Muito se fala sobre a ausência de quadras e ginásios de esporte. Segundo dados do Censo Escolar divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), apenas 31% das unidades de Ensino Fundamental têm esses equipamentos. E mais: uma parcela considerável delas sofre com más condições de conservação, o piso rachado ou falta material, como tabelas, redes e gols. 

   Essa realidade, no entanto, não pode ser um impeditivo para aulas produtivas. Conforme consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), "mesmo que não se tenha uma quadra convencional, é possível adaptar espaços para o trabalho em Educação Física". Como fazer isso? O primeiro ponto é entender que, na escola, o esporte não deve ter como objetivo formar atletas olímpicos ou grandes talentos do futebol, do basquete e outros. Ele precisa ser pensado como parte de um trabalho amplo, capaz de levar os alunos a participar de atividades corporais variadas, a reconhecer e respeitar suas características físicas, assim como as dos colegas, e conhecer as diversas manifestações culturais brasileiras. 

   Sendo assim, não é imprescindível contar com uma quadra oficial para que a turma tenha a chance de desenvolver as habilidades esperadas. Adaptar as regras de uma modalidade esportiva de acordo com os espaços disponíveis e criar um jogo em que os conteúdos sejam trabalhados é uma boa maneira de driblar as limitações e garantir um ensino de qualidade. O pátio interno, o jardim, um campo gramado e até mesmo os arredores da escola podem ser aproveitados. 
  
   Cabe ao professor pensar em alternativas: estender cordas entre árvores para que as crianças organizem uma partida de voleibol em pequenos grupos, pendurar pneus e aros nas árvores para funcionarem como alvos em jogos de arremesso e basquete, utilizar os desníveis de terreno e os materiais disponíveis como partes de circuitos de corrida com obstáculos são algumas sugestões apresentadas nos PCNs. Além delas, outras tantas possibilidades podem ser criadas. 
   O professor que observa as práticas que já fazem parte da realidade dos alunos e tenta trazê-las para o ambiente escolar também costumam ter bons resultados. Se os meninos jogam gol a gol (quando um bate o pênalti e o outro defende) ou se a turma gosta de praticar vôlei em duplas, por que não aproveitar essas atividades como base para o planejamento? O importante é ter claro o que se quer ensinar e, com base nisso, pensar na maneira como deve adaptar os recursos físicos da escola. 

   

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Jogos, brinquedos e brincadeiras de rua

Sequência Didática
E.M. Prof. Helvécio Dahe
Prof.ª: Sâmia de S. Silva
  
Tema: Jogos, brinquedos e brincadeiras
Recorte temático: Jogos, brinquedos e brincadeiras      de rua
Tipologia de Conteúdo
Disciplina


EDUCAÇÃO FISICA

Ênfase

Jogos e brincadeiras
Conceituais
*Caracterização da variedade de jogos e como os mesmos podem promover a integração e a boa convivência em grupo;
*Construção da lateralidade, percepções (espaço-temporal, sonora e visual), coordenação motora (grossa e fina), equilíbrio, ritmo e agilidade.
Procedimentais
*Experimentar a movimentação do corpo com a exploração da lateralidade, percepções (espaço-temporal, sonora e visual), coordenação motora (grossa e fina), equilíbrio, ritmo e agilidade.

Atitudinais
*Respeito e compreensão da diversidade cultural em sua convivência grupal;
*Apreciação da cultura de sociedades diferentes.

Descritores


D4, D5 E D7
Objetivos:
.           Resgatar jogos e brincadeiras de ruas esquecidos na atualidade;
·          Experimentar jogos e brincadeiras de ruas;
·          Brincar com diferentes objetos;
           Vivenciar o movimento explorando a lateralidade, percepção, coordenação motora, equilíbrio, ritmo e agilidade. 
Anos dos ciclos:

CPA
Tempo estimado:

1 Mês e 15 Dias
Nº de aulas:

10 a 12 aulas

Dias da semana:

3º feira e 5º feira
Material necessário:

Garrafa pet, durex colorido, tesoura, birosca, corda, bola, elástico e pipa.
       Desenvolvimento:

1º ETAPA: Em circulo, por meio de um bate papo com os alunos, discutir sobre jogos, brinquedos e brincadeiras de rua, com intuito de incentivar tais atividades.
2º ETAPA: Em seguida pedir aos alunos que tragam de casa os materiais necessários para a confecção dos brinquedos. (garrafa pet).
3º ETAPA: Construir os brinquedos (bilboquê e acerte o alvo) com os materiais recicláveis (garrafa pet).
4º ETAPA: Vivenciar os jogos e brincadeiras de rua com os brinquedos recicláveis, junto com corda, bola, birosca, elástico e pipa. Sendo que tais brinquedos estavam organizados por estações, onde os alunos tinham livre acesso para escolher o que mais se identificavam.
Avaliação: Volte seu olhar para os aspectos relacionados como a movimentação do corpo, exploração da lateralidade, percepção, coordenação motora, equilíbrio, ritmo, agilidade a inclusão de todos os alunos na vivência das atividades e também com a experimentação de todas as funções existentes dentro das brincadeiras propostas.
                   

(Bilboquê)
(Construção dos brinquedos)
(Brinquedos)
(Elástico)
(Birosca / Bola de gude)
(Pula corda)
(Pipa)
(Turma do CPA)